
Com título "Atenas Paulista" dá-se início ao blog cujo objetivo é ser um espaço aberto de diálogo e reflexão sobre a realidade de Jacareí. A intenção é encontrar repostas e propostas para solucionar os problemas que existem atualmente em nossa cidade.
Porque "Atenas Paulista" ?
No passado, Jacareí foi destaque pela sua educação e produção cultural. A cidade passou a ser conhecida como "Atenas Paulista" devido à excelência do ensino no Colégio Nogueira da Gama, primeiro do Estado de São Paulo a ser equiparado ao Ginásio Nacional Colégio D. Pedro II.
Contudo, infelizmente não sustentamos mais esse título. A cidade parece estar carente de objetivos, de esperanças, enfim, de vida. O que resume bem a situação é o seguinte trecho do livro "Cidades Mortas", de Monteiro Lobato: "...onde tudo foi e nada é: Não se conjugam verbos no presente. Tudo é pretérito. (...) Gasto em chorar na mesquinhez de hoje as saudosas grandezas de dantes".
Diante disso, percebe-se a urgência de resgatar objetivos e ideais para nossa cidade, cujo potencial é ignorado. A proposta desse blog não é de ser pessimista, ao contrário! A idéia é encontrar soluções para que Jacareí saia dessa condição de "cidade morta". A população de Jacareí, principalmente os mais jovens, podem e devem mudar esse cenário. Para tanto, precisamos, pelo menos, discutir e conhecer os problemas para, enfim, achar as respostas e começar agir.
Cabe ressaltar que esse blog não é filiado a nenhum partido ou ideologia, portanto, nele jamais haverá repressão de idéias ou argumentos. Contudo, não se pretende atacar nenhum cidadão, político ou qualquer autoridade. Como ressaltado antes, esse é um espaço de proposições, não de ataques. Reclamar é necessário, mas apenas essa atitude não resolve. É preciso pensar, dialogar e apontar caminhos possíveis para nossa cidade. Com essa intenção é que esse blog foi criado.
Finalizo com uma citação de Eduardo Galeano:
"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar".